Por que cada vez mais brasileiros gastam em dólar
Em 2025, brasileiros gastaram US$ 21,7 bilhões no exterior, o maior volume em 11 anos, segundo o Banco Central. Dois motores: a economia aquecida e o dólar caindo 11,18% no ano frente ao real, que barateou hotéis, passagens e compras. O gasto com cartão lá fora cresceu 37% no período.
O problema do cartão brasileiro lá fora
Gastar com cartão de crédito brasileiro nos EUA soma 3,5% de IOF (alíquota unificada pelo Decreto nº 12.499/2025) e o spread do banco, que pode chegar a 7% sobre o dólar comercial. No total, entre 4% e mais de 10%. E você só descobre o valor exato quando a fatura fecha. Veja as taxas de cartão internacional.
A "conta global" não escapa do IOF de 3,5%
Desde meados de 2025, abastecer uma conta global (Wise, Nomad) para gastar no exterior também paga 3,5% de IOF, o mesmo do cartão. A economia fica só no spread. A Ruvo, em trilhos de stablecoin, fica em 0% de IOF, e compras em dólar não têm spread. Compare os dois cartões de viagem em Ruvo vs Nomad para viagens.
A vantagem de gastar em dólar com a Ruvo
Com a Ruvo, o custo fica claro: você converte reais em dólares digitais por 0,5%, no câmbio comercial (não no dólar turismo), e gastar esse saldo em dólar com o cartão é grátis: 0% de IOF e 0% de spread. Numa viagem de US$3.000, isso dá cerca de US$15 de custo, contra US$165 a US$315 no cartão brasileiro. Quem já recebe em dólar gasta sem nenhum custo de conversão. Compras em outras moedas (euro, libra) têm 1% de câmbio, e o cartão funciona com Apple Pay e Google Pay. Você também sabe o valor na hora, não só quando a fatura fecha.
Como se preparar para a viagem
Antes de viajar, deixe um saldo em dólar e abasteça o cartão. Durante a viagem, gaste direto em USD, e converta de real para dólar só o que faltar, no momento em que o câmbio estiver melhor. Vale lembrar: EUA e Canadá concentram ~46% das compras presenciais internacionais dos brasileiros.
Dicas para gastar nos EUA, e em qualquer país
- No exterior, pague na moeda local. Nos EUA, o cartão da Ruvo já é cobrado em dólar, que é a moeda local, então não há o que escolher. Em outros países, quando a maquininha perguntar a moeda, escolha a moeda local, não dólar: deixar a maquininha converter para dólar (conversão de moeda dinâmica) aplica uma margem própria, que pode chegar a 10% a 20% e que a Ruvo não controla. Pagar na moeda local deixa a Ruvo fazer a conversão (1% em compras fora do dólar). Se não houver opção de moeda local, recuse a conversão.
- Atenção às pré-autorizações. Hotéis, postos de gasolina e locadoras costumam "segurar" um valor maior que o da compra como caução. É normal e a reserva é liberada depois, mas mantenha saldo suficiente para cobrir esses bloqueios temporários.
- Gorjeta (tip). Nos EUA, a gorjeta (15% a 20%) costuma ser adicionada depois no cartão, em restaurantes e serviços, então o valor final pode vir um pouco acima do que você assinou.
Cartão físico, por aproximação e controle no app
O pagamento por aproximação e o Apple Pay / Google Pay são amplamente aceitos nos EUA, e a aceitação melhorou muito. Para hotéis e locadoras de carro, ainda vale ter o cartão físico em mãos, a Ruvo envia um cartão físico a pedido. No app, você define limites de gasto e pode bloquear ou congelar o cartão na hora. E como a Ruvo integra com o Pix, dá para adicionar reais e gastar seus dólares digitais quase instantaneamente.
Gastar US$3.000 nos EUA: o custo de cada cartão
| Custo | Cartão Ruvo | Cartão brasileiro |
|---|---|---|
| IOF | 0% | 3,5% |
| Converter reais em dólar | 0,5% (câmbio comercial) | 3% a 7% (dólar turismo) |
| Gastar o saldo em dólar | Grátis | Não se aplica |
| Custo total em US$3.000 | ~US$15 | ~US$165 a US$315 |
Fontes
- Notas à Imprensa, Balanço de Pagamentos (viagens internacionais), Banco Central do Brasil
- Brasileiros gastam mais de US$ 8 bi com cartão no exterior (Times Brasil / CNBC)
- IOF em viagens internacionais, o que mudou (CRCSP)
Atualizado em 7 de outubro de 2026
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