Como funciona um cartão em dólar
- O dinheiro fica no seu saldo em dólar (você recebe em dólar ou converte reais por 0,5%).
- Cada compra debita esse saldo em dólar, sem nova conversão.
- O cartão é internacional: aceito em milhões de lojas, por aproximação, Apple Pay e Google Pay.
Cartão em real x cartão em dólar
Com um cartão de crédito brasileiro, cada compra no exterior soma 3,5% de IOF (Decreto nº 12.499/2025) e o spread do banco (a margem escondida no câmbio), que pode chegar a 7%, um custo total entre 4% e mais de 10%. Um cartão em dólar, abastecido com o seu saldo em USD, elimina a maior parte disso.
O que você paga com a Ruvo
Receber dólar, tradicional (via ACH) ou digital, é grátis, com acesso na hora, e gastar esse saldo em dólar no cartão também é grátis: 0% de IOF e 0% de spread (1% em outras moedas). O único custo aparece se você precisar converter reais em dólares digitais: 0,5%, no câmbio comercial. Quem já recebe em dólar não paga nada para receber nem para gastar. Para o detalhamento das taxas, veja taxas de cartão internacional.
Por que dólares digitais não pagam IOF
O IOF incide sobre operações de câmbio, converter reais em moeda estrangeira, e sobre compras internacionais no cartão (3,5%). Na Ruvo, você usa dólares digitais (stablecoins lastreadas em dólar): adicionar fundos e gastar a partir desse saldo em dólar não é a operação de câmbio tradicional que dispara o IOF do cartão, por isso o IOF fica em 0%. Vale lembrar que as regras para ativos digitais estão evoluindo no Brasil; a Ruvo acompanha as mudanças, e é sempre bom confirmar as regras atuais.
Onde o cartão em dólar mais compensa
- Viagens: hotéis, restaurantes, transporte e compras no exterior.
- Software e assinaturas: ferramentas de trabalho, IA, streaming e apps cobrados em dólar.
- Anúncios: Meta, Google e outras plataformas de mídia.
- Compras online internacionais: lojas de fora que cobram em dólar ou outra moeda.
Como começar
- Abra a conta com CPF (ou CNPJ, para empresa).
- Adicione dólar, via Pix (0,5% para converter) ou recebendo direto em dólar.
- Use o cartão virtual na hora; o físico é enviado a pedido (útil para hotéis e locadoras).
- Gaste por aproximação, Apple Pay ou Google Pay.
Dicas para gastar melhor
- Pague sempre na moeda local. No exterior, quando a maquininha perguntar se quer cobrar em dólar ou na moeda local, escolha a moeda local: a margem própria da maquininha pode chegar a 10% a 20% e fica fora do controle da Ruvo, enquanto a Ruvo converte a 1% em compras fora do dólar. Nos EUA, o cartão é cobrado em dólar, a moeda local.
- Deixe saldo para pré-autorizações. Hotéis e locadoras seguram um valor maior como caução; é liberado depois.
- Controle no app. Defina limites de gasto e bloqueie ou congele o cartão quando quiser.
| Item de custo | Cartão em dólar Ruvo | Cartão de crédito brasileiro |
|---|---|---|
| IOF nas compras | 0% | 3,5% |
| Spread de câmbio | 0% (compras em dólar) | 3% a 7% |
| Custo total em compras em dólar | ~0% | ~4% a 10,5% |
| Carregar de reais | 0,5% no câmbio comercial | 3% a 7% (taxa turismo) |
| Pagamento via Pix do saldo | Sim, qualquer chave Pix | Não disponível |
| Gastar o saldo em dólar | Gratuito | Não se aplica |
Fontes
- Decreto 12.499/2025, IOF em cartões internacionais, Planalto
- IOF em viagens internacionais, o que mudou (CRCSP)
- BC e stablecoins: o cenário de IOF sobre ativos digitais (InfoMoney)
Atualizado em 7 de outubro de 2026
Este conteúdo é informativo e não é recomendação financeira nem tributária. Como escrevemos



