Dois cartões em dólar para viajar
Tanto a Nomad quanto a Ruvo permitem gastar em dólar no exterior, bem melhor que um cartão de crédito brasileiro, que soma 3,5% de IOF e spread. A diferença entre as duas está no IOF, no câmbio e na previsibilidade. Vai viajar aos EUA? Veja o cartão em dólar para viagem aos EUA.
Onde está o custo de cada uma
A Nomad cobra 3,5% de IOF ao abastecer a conta (1,1% só para investimentos) e um spread de câmbio de 1% a 2%, que varia pelo nível de fidelidade (Nomad Pass): começa em torno de 2% e cai em direção a 1% conforme você acumula pontos no Nomad Pass. Somando o IOF, fica em torno de 4,5% a 5,5% no total. A Ruvo cobra 0,5% para converter reais em dólares digitais (no câmbio comercial) e, a partir daí, 0% de spread em compras em dólar e 0% de IOF.
Quanto isso custa numa viagem de US$3.000
Imagine US$3.000 de gastos numa viagem. Com a Ruvo, o custo é só colocar o dólar na conta, 0,5%, e gastar é grátis: cerca de US$15 no total. Na Nomad, somando o spread de câmbio (1% a 2%) e o IOF de 3,5%, o custo fica entre US$135 e US$165. E você sabe o valor na hora, em dólar, não depois, quando a fatura fecha.
Onde a Nomad se sai bem
Para ser justo: a Nomad é uma plataforma estabelecida, com salas VIP em aeroportos de São Paulo e produtos de investimento. A Ruvo aposta em suporte melhor e está adicionando investimentos também, com o câmbio e o IOF mais baixos como diferencial central. Para a comparação completa de contas, veja Nomad vs Ruvo.
Usar o cartão no exterior: onde e como
Ruvo e Nomad oferecem cartões internacionais, aceitos onde cartões internacionais são aceitos. O cartão Ruvo suporta Apple Pay e Google Pay e funciona em caixas eletrônicos. Saques em ATMs nos EUA costumam ter uma taxa de $3–$5 cobrada pelo operador do terminal; a Ruvo não acrescenta taxa de transação internacional ou IOF. Em estabelecimentos, o cartão debita do seu saldo em dólar, nenhuma conversão ocorre, a menos que a compra seja em moeda diferente do USD, caso em que se aplica 1% de conversão. Para a maioria das viagens aos EUA, o cartão cobre a grande maioria dos gastos.
Antes da viagem: configuração e limites do cartão
Antes de viajar, confira se o cartão virtual está ativo no aplicativo Ruvo e solicite o cartão físico se precisar de terminais com chip e senha. Ative as notificações de transação para ver cada cobrança em tempo real. Complete o saldo em dólar via Pix antes da partida. Em hotéis, saiba que alguns estabelecimentos fazem bloqueio de pré-autorização que reduz temporariamente o saldo disponível. Considere isso ao fazer check-in com bloqueio em cartão. A Nomad tem configuração similar; ambos os aplicativos permitem bloquear e desbloquear o cartão instantaneamente em caso de perda ou roubo.
Importante sobre as taxas
Taxas de terceiros mudam. Os valores refletem dados públicos de meados de 2026, confirme as taxas atuais nos sites oficiais antes de viajar.
Viagem aos EUA: Nomad x Ruvo
| Critério | Ruvo | Nomad |
|---|---|---|
| Converter reais em dólar | 0,5% (câmbio comercial) | 1% a 2% (spread, por nível) |
| IOF | 0% | 3,5% |
| Gastar o saldo em dólar | Grátis | Não se aplica |
| Custo total | ~0,5% | ~4,5% a 5,5% |
| Melhor taxa exige | Nada | Subir no Nomad Pass |
Fontes
- Notas à Imprensa, Balanço de Pagamentos (viagens internacionais), Banco Central do Brasil
- IOF em viagens internacionais, o que mudou (CRCSP)
- Nomad Global, preços e taxas, Nomad
Publicado em 29 de junho de 2026 · Atualizado em 7 de outubro de 2026
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